A liderança interfere nas relações ou é o contrário?

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Há um programa de TV que mostra uma expert em comportamento infantil corrigindo erros que as crianças cometem e que precisam ser corrigidos. Se você já sabe de que programa eu estou falando e se já assistiu pode perceber que os responsáveis pelo mau comportamento dos filhos sempre é dos pais, eles é que pecam na forma de criá-los.

Nas empresas não é diferente, o (mau) comportamento apresentado pelos funcionários é reflexo direto da maneira como os gestores os lideram. O que eu presencio em algumas empresas são funcionários que fazem o que querem como chegar atrasado, sair mais cedo ou até mesmo faltar um dia de trabalho sem avisar, isto sem contar o comportamento indevido dentro do local de trabalho. Não estou aqui defendendo um lado ou condenando o outro, o que quero dizer é que tudo na vida existe uma origem, e o gestor que não cuidar das regras da empresa com certeza vai ter problemas do tipo que eu mencionei.
Por que é tão difícil gerir pessoas? Geralmente os gestores me fazem esta pergunta, e a minha resposta é que não há normas e procedimentos bem definidos dentro das empresas, não há regras bem feitas que deem tranquilidade de trabalho para ambos os lados. É necessário entender que as pessoas tem níveis de maturidade diferentes, o que é normal para um não é para outro. Além disso, há pessoas que tem dificuldades de seguir regras, principalmente quando não lhe são cobradas.
Voltando ao programa de TV, a expert quando percebe que o problema está na origem, ou seja, nos pais então ela faz um trabalho em conjunto orientando como deve ser feito. Depois de monitorar de perto, ela se afasta por alguns dias, mas continua checando como as coisas estão indo. O curioso é que ela sempre detecta que as orientações que ela deu aos pais não estão sendo levadas à risca e o resultado disso é que as crianças voltam a repetir seus maus atos e muitas vezes até de maneira pior. E o que a expert faz? Volta à residência e retoma o trabalho até tudo ficar dentro da normalidade.
Na empresa é necessário se fazer da mesma maneira, detalhando mais abaixo coloco sugestões para evitar problemas de comportamento por parte dos funcionários:

1. Contratação. O relacionamento inicia quando um funcionário é contratado, quando o contrato com o mesmo é selado. Neste momento a empresa precisa ter uma cartilha de normas e procedimentos para dar a pessoa. Leia a cartilha com o mesmo, questione se há dúvidas, clarifique tudo o que for necessário para que a pessoa saia de lá certa do que pode e do que deve fazer.

2. Monitoramento. De posse da cartilha de normas e procedimentos em mãos do funcionário, é hora de monitorar se ele está cumprindo o que foi combinado. Analise seu comportamento, colha feedback da equipe, ajude-o se for necessário.

3. Medidas corretivas. Dificilmente o funcionário recém contratado irá absorver tudo o que está escrito na cartilha de primeira e provavelmente ele irá deixar algo passar, inconscientemente ou não. A função do gestor ou de quem estiver acima deste funcionário, é detectar alguma anormalidade e corrigir imediatamente. Deixar para depois criará um sentimento no funcionário de que toda vez que ele fizer algo não acontecerá nada, pois nunca foi e nem será chamado à atenção.

4. Combata as conversas de bastidores. Fofocas infelizmente são muito comuns em ambientes corporativos e se não forem logo exterminadas podem chegar a uma proporção enorme e mais trabalhosas para serem resolvidas. Quando você perceber que alguma situação virou fofoca, aja imediatamente. Chame as pessoas envolvidas e acabe com o mal pela raiz.

5. Feedback. Promova sessões de feedback periodicamente com seus funcionários, seja em grupo ou individualmente. Um feedback pontual, no momento da ocorrência evita dores de cabeça futuras.

6. Edifique seus funcionários. Há gestores que só conversam com seus funcionários quando é para dar uma bronca. Evite isto os edificando, promova encontros com a equipe como o aniversariante do mês ou premiação da pessoa que bateu alguma meta estipulada. Além disso, elogie seus funcionários onde quer que você ou eles estejam.

Além dos itens que escrevi acima, o gestor precisa estar disposto a encarar a gestão de pessoas na empresa como um desafio que irá trazer benefícios inigualáveis se for bem estruturado e conduzido. Para isso, ele precisa ser o exemplo mor, a pessoa que será o espelho para os outros, ser justo com todos, não favorecer alguém principalmente se for amigo ou parente. Vivemos na era dos relacionamentos então, assim como no programa de TV, tudo começa na origem, nos pais, nos gestores. Pense nisso.

Sucesso a todos!

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O verdadeiro sentido da vida: servir!

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Quantas vezes você já se deparou pronunciando a frase: “Há profissionais e profissionais”. No sentido mais comum esta frase quer dizer que há pessoas realmente engajadas com o que fazem, enquanto há pessoas que fazem por fazer. E o mais interessante é que quase sempre nos reportamos aos outros quando falamos esta frase, mas você já parou para pensar se esta frase se aplica a você? Se sim, em qual dos dois lados você está? Do lado do profissional que está 100% comprometido ou do lado dos que fazem por fazer?

Pode parecer óbvia minha pergunta e mais óbvia sua resposta respondendo que você exerce o “lado branco da força”, mas será que exerce mesmo? O que o faz acreditar que realmente é um profissional que faz a diferença no mercado? O que hoje você faz para se autodenominar um profissional “de mão cheia” como se diz na gíria? O que quero dizer é que sempre há espaço para refletir o que fazemos, profissionalmente falando. A autorreflexão nos faz melhorar cada vez mais, não estou aqui menosprezando os feedbacks que são também muito importantes para nosso crescimento.

Para lhe ajudar com a autorreflexão coloco seis itens que lhe ajudarão a perceber se você é realmente o profissional tão cobiçado no mercado.

1. Capacitação. Você tem o hábito de buscar capacitação para melhorar cada vez mais o que faz? Se não, o que o está impedindo de fazê-lo? Há uma frase que é muito dita pelos empresários Brasileiros: “Não há mão de obra qualificada no mercado”. Eu discordo completamente, o que há são profissionais mal capacitados que não buscam melhorar o que fazem buscando a excelência. Seja um aficionado pelo aprender, pelo conhecimento que nunca é demais.

2. Desejo de vencer. Até onde vai sua ambição para fazer o melhor? Atualmente, de zero a dez como está seu nível de ambição para buscar fazer o melhor? Aonde você quer chegar e o que está fazendo para isso? Ou o bom já está bom para você? Lembre-se que quem faz o médio, mediano será. As empresas que mais se destacam no mercado são aquelas que buscam mais, são as que buscam algo diferente de todas as suas concorrentes.

3. Persistência e dedicação. Qual a intensidade que você coloca nestes dois itens? Quando as coisas não saem do jeito como você planejou, o que você faz? Foca no problema ou na solução? Você prefere deixar como está ou busca se superar para atingir o ápice? Se você busca o melhor, quanto tempo se dedica para tal? Percalços no meio do caminho sempre haverá, o que você não pode fazer é se entregar. Busque as melhores soluções, não se prenda aos problemas porque eles só levam ao fundo do poço.

4. Inteligência e controle emocional. Como você lida com a adversidade? Quando algo na empresa não está indo bem como você age? É na crise que aparecem as oportunidades, mas para buscá-las é necessário usar a razão, parar para pensar e buscar a melhor situação, focando na solução e não no problema, de forma madura e centrada.

5. Ame o que faz. Sabe qual é a razão de se fazer algo ligado no piloto automático? É a falta de amor pela profissão. O Americano Napoleon Hill em seu livro “A Lei do Sucesso” escreve que analisou cerca de 16 mil pessoas para saber se eles tinham propósitos definidos na vida e chegou a conclusão de que 95% não tinham, e o pior, que a maioria dele não gostavam do que faziam, portanto não alcançavam resultados satisfatórios. A chave do sucesso é: Realize com prazer, saia de casa todos os dias para trabalhar como se fosse seu primeiro dia. Se isso não está acontecendo, reavalie seus conceitos, talvez o amor pela profissão tenha acabado ou nunca existiu.

6. Ajudar o outro. Outro dia eu assisti a uma palestra do monge Budista Matthieu Ricard que dizia que a salvação da humanidade está no altruísmo e eu concordo plenamente, se não instalarmos em nossos corações e mentes que servir ao outro é a melhor maneira de ajudar a si mesmo nunca seremos bem sucedidos. Portanto, dedique-se a fazer o melhor que pode, mas não para se satisfazer e sim para satisfazer o outro.

Não é porque ajudar o outro vem por último que seja o menos importante, pelo contrário. Já reparou qual é o título deste artigo? Servir ao outro é realmente o grande sentido da vida. O ser humano tem uma grande dificuldade em olhar para o outro primeiro, nos colocamos sempre em primeiro lugar. Porém, pare para pensar: no mundo dos negócios atender às necessidades do cliente é uma causa ou uma consequência? Parece óbvio, mas não é o que acontece na prática. O que mais vemos são “profissionais” que se preocupam mais em encher seus bolsos de dinheiro do que entender o que o outro precisa, ou seja, o dinheiro é a causa. Servir não é isso, servir é dedicar-se ao outro sem orgulho, sem egoísmo, deixar de lado interesses pessoais e acima de tudo ser empático, o que significa calçar os sapatos do outro.

A frase “Há profissionais e profissionais” passa por esta leitura. Analise os resultados que tem tido na sua vida e veja de que lado você está. Pense nisso!

Sucesso a todos”

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Atendimento ao cliente: Um grande desafio

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Nesta luta incessante de se chegar à excelência, empresas procuram melhorar cada vez mais suas tecnologias para que possam oferecer seus produtos e serviços de maneira diferenciada. Há um investimento enorme para que o cliente se sinta mais contemplado, mais feliz com o que está adquirindo. Tudo isto é muito válido, nota dez para quem investe em melhorias no âmbito tecnológico, porém isto não é tudo.

A todo instante ficamos cada vez mais cientes de que vivemos na era do relacionamento. Você e eu sabemos o quanto é importante na área do atendimento ao cliente, por exemplo, ter pessoas que sejam de ponta que nem as parafernálias tecnológicas que são adquiridas pelos empresários, porém não é isso que vemos. O que mais vemos são empresas com pessoas despreparadas para atender os clientes, angustiadas, tristes, ligadas no piloto automático, buscando apenas olhar para si e para o que vai entrar no seu bolso de comissão no final do mês.

Estas mesmas pessoas tem visão de ponta cabeça, sabe por quê?

  • Elas olham resultados como causa e não como consequência;
  • Elas acham que o cliente está ali para fazer a vontade delas;
  • Elas querem empurrar produtos para os clientes;
  • Elas acreditam que o cliente só tem aquela opção de empresa e produto / serviço;
  • Elas se acham o centro das atenções;
  • Elas não ouvem o que o cliente quer e sim o que elas querem e consideram como verdade absoluta.

Então qual é a solução para esta lista acima?

– Resultado só vem através de um trabalho bem feito, portanto não pense em dinheiro por primeiro e sim em atender bem que consequentemente o dinheiro virá;

– Os clientes são a grande razão das empresas existirem ou você já viu empresa sem cliente? Portanto, é a vontade do cliente que tem que prevalecer;

– Os clientes não adentram as empresas para comprar produtos e serviços, eles vão atrás de muito mais do que isso. Vamos pensar em um salão de beleza, por exemplo. A cliente ao procurar um está atrás de aumentar sua autoestima, ficar mais bonita, qualidade e bem estar. Quem foca em produtos e serviços está fadado a falir;

– O número de empresas tem aumentado consideravelmente com o passar dos anos, então o leque de opções para que o cliente escolha é enorme. Engana-se e é ingênuo quem acha que o cliente não irá atravessar a rua e comprar do concorrente se não for bem atendido;

– Outro dia entrei em uma papelaria para tirar umas cópias e a única atendente estava falando ao telefone. Ela em nenhum momento deixou de falar com a pessoa para pelo menos me dar uma satisfação e dizer que em seguida me atenderia. Qual o resultado? Sai da loja e fui buscar outra que ganhou minha preferência;

– Ouvir é uma arte e você só saberá o que o cliente quer se ouvi-lo sem barreiras e sem julgamento. Ele pode talvez querer comprar algo que vá de encontro ao gosto do atendente, mas e dai? Quem vai comprar afinal?

Mas vamos partir do princípio que estas pessoas que tratam com o cliente não nasceram naquela função e muito menos caíram de paraquedas lá, então quem é o principal responsável por ter atendimento ruim dentro das empresas? Se você está pensando que é o gestor acertou em 100%, porém como sanar ou pelo menos minimizar os problemas com atendimento? Aqui vão algumas dicas que considero valiosas:

1. Contrate pessoas que gostem de lidar com pessoas. É muito comum encontrar atendentes que se fecham ao se deparar com o outro à sua frente porque não sabem lidar e ou não gostam de pessoas;

2. Ofereça treinamentos periodicamente. Alguns gestores acham que contratar um atendente pelo currículo é o suficiente. Ele pode ter trabalhado na melhor empresa do mundo, mas precisa e tem que ser treinado na sua empresa, pois ela tem características totalmente diferentes de qualquer outra empresa;

3. Ofereça mais do que dinheiro. As empresas que mais se destacam no mercado são aquelas que oferecem mais do que dinheiro, elas oferecem bem estar aos seus funcionários. Crie um programa de incentivo baseado em premiações que não envolvam dinheiro diretamente, como viagens ou pacotes em academias, por exemplo;

4. Dê e seja exemplo. Como eu posso exigir que meus atendentes tratem bem os clientes se eu não o faço? Antes de tudo e de todos você precisa transmitir energia para seus liderados para servir de parâmetro para eles;

5. Monitore periodicamente. Somente treinar o funcionário quando o mesmo entra com o tempo perde a eficácia, pois o atendente pode entrar em uma zona de conforto e consequentemente perder o estímulo para atender melhor. Portanto, faça reuniões diárias, semanais ou quinzenais para medir o grau de comprometimento de cada um e fazer as medidas corretivas necessárias.

6. Desapegue. Eu ouço muito alguns empresários dizerem que não investem nos funcionários porque eles vão aprender e logo vão deixá-los. Para os que pensam desta forma quero informar que nenhuma relação é para sempre, pois cada um de nós tem ambições em graus diferentes e buscamos nossas melhoras o tempo todo. Porém, isto não significa que não tenho que investir em pessoas, pois enquanto a pessoa estiver com você ela vai ser a melhor atendente do mundo e vai lhe servir com maestria.

7. Tenha sempre um plano B. Sai na frente e se mantém mais tempo no mercado quem é polivalente. Procure ter pessoas que entendam um pouco de cada setor da sua empresa, aguce este interesse nelas, pois se amanhã você tiver um atendente ausente outra pessoa bem treinada irá suprir aquela necessidade.

  O mercado é muito volúvel, as coisas mudam muito rápido e o gestor de verdade procura estar conectado a estas mudanças buscando a melhor maneira de se manter à frente de seus concorrentes e um dos diferenciais é manter seus funcionários de modo geral conectados à missão, visão e valores da empresa. As pessoas que tratam com clientes diretamente precisam ter o hábito de olhar nos olhos do outro, tratar o cliente com maestria como se fosse o último de sua vida, tudo para satisfazer as necessidades da pessoa que adentra sua empresa. Pense nisso!

Sucesso a todos!

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O sabotador interno de cada um de nós

sabotador

Para quem conhece meu trabalho sabe que lido com empresários em diversos lugares do Brasil,  todos com uma pressa enorme de querer dar certo em suas profissões e vidas, cada um com suas razões. O mais curioso é que todos, sem exceção,  estão cientes de que não há resultado sem esforços, porém teimam em querer executar suas tarefas sem planejamento e no final a frase é sempre a mesma: “Não fiz porque não tive tempo”. Sabotagem pura!

É muito fácil se sabotar e o ser humano é mestre em fazer isso. Sabotar a si mesmo não significa apenas deixar de fazer o que tem que ser feito, mas também colocar a responsabilidade de seu fracasso no externo. Há uma tendência de se buscar razões para não fazer o que se deve e isso leva a que? Ao atraso, a dar colher de chá ao tempo e isso significa abandonar sua vida, a postergar sonhos e metas que foram um dia traçadas em busca da realização. O problema é que o tempo é imperdoável neste quesito, não há espera.

Quantas vezes você adiou um projeto porque apareceu outra coisa na frente que supostamente lhe “atrapalhou” e fez com que você desviasse o foco? Será que aquilo foi realmente o motivo do adiamento ou você a usou como desculpa para deixar de fazer o que tinha? Pare para refletir sobre isso, todos os dias pensamos em realizar coisas para nossas vidas em prol de melhorias e costumamos chamar estes pensamentos de “planejamento”, porém a maioria deles passa longe de ser pelo menos parecido com um planejamento, é apenas um devaneio, algo que vem muito forte, passa e daqui há pouco cai no esquecimento.

E como deixar de se sabotar? É possível iniciar e terminar um projeto de maneira constante e sólida? Claro que é! Pare para analisar pessoas que conseguiram o que queriam tanto na história como no seu círculo de amizade, como elas chegaram ao topo? O que elas fizeram? Não existe sucesso da noite para o dia, ninguém obtém o que quer sem foco, determinação, planejamento e zero de auto sabotagem. Abaixo seguem algumas dicas preciosas para que você definitivamente mergulhe de cabeça no que você quer para a sua vida:

  1.  Separe o que é prioritário. Muitas vezes deixamos de fazer algo de mais importância para dar lugar a outra coisas que nem estavam na nossa minha lista. Será que estas coisas não podem esperar até que o que é prioritário seja terminado? Agora, se você largou algo que você considerava prioritário para fazer outra coisa pare para pensar se era realmente prioritário, se tinha todo o grau de importância que você achava que tinha. Outro dia convidei um amigo para participar de um projeto e ele me deixou claro que naquele momento ele não poderia pois estava envolvido em algo que não poderia ter o foco desviado, era prioritário para ele. Nota 10 para ele, pois apesar de ouvir cada palavra sobre o meu projeto ele não se deixou encantar, pois poderia atrapalhar mais do que ajudar.
  1. Pese os prós e contras. É comum ao querermos realizar algo olharmos somente para o lado bom da história e esquecer os percalços que irão aparecer pelo caminho e você sabia que tais percalços são grandes responsáveis por desistirmos de nossos projetos? Simplesmente porque deixamos de pesar os dois lados. O problema se agrava quando analisamos o lado bom somente visando dinheiro, aí é que tudo piora. Simplesmente colocamos expectativas no final e você já viu alguém chegar no final de algo sem antes ter passado pelo inicio e pelo meio? É impossível! Quem não conhece alguém que um dia lhe disse que iria iniciar algo que o ou a levaria a um sucesso financeiro fantástico? Repare se esta pessoa alcançou o que queria e se não alcançou pergunte o que aconteceu e se ela estava realmente contando com os empecilhos.
  1. Viva cada momento. Outro cuidado que se deve ter para evitar a auto sabotagem é fazer algo por necessidade e não por oportunidade e se esta oportunidade é em cima de algo que te dará prazer em realizar. Você sabia que a cada 10 pessoas que trabalham 9 não gostam do que fazem? Fazem ligadas no piloto automático, portanto fazem por fazer. Outro dia em uma reunião em uma empresa, cujo assunto era estabelecimento de metas com a equipe, o gestor disse para todos que trabalhava por necessidade e não porque gostava. É claro que aquilo mudou o rumo da reunião, eu vi nos olhos dos presentes que a tristeza e o desânimo tomaram conta de seus corações e mentes e eu tive um trabalho danado para resgatar a equipe. Portanto, antes de iniciar algum projeto, pense se haverá prazer ao realizá-lo ou será algo simplesmente por necessidade.
  1. Fuja do fantasma das desculpas. O mundo nunca mais foi o mesmo desde que criaram as desculpas. É impressionante como o ser humano se auto sabota colocando desculpas, muitas vezes vazias, para deixar de realizar algo. Isto se deve porque é dado a elas um grau de importância maior comparado com o que temos para fazer e dai ela se torna um problema, mas e a solução? Quando não se que quer fazer algo a mente é bombardeada de desculpas para não se fazer. Somos capazes de criar uma lista e lembrar de todas as razões que nos fizeram desistir de algo e o mais curioso é que muitas vezes contamos para os outros com orgulho, tentando justificar o porque da desistência e tentando massagear nossos corações. Porém quebramos a cara quando os outros nos questionam a respeito das soluções. Em minhas sessões de coaching é comum os clientes ficarem muitas vezes envergonhados com a lista de soluções que eles produzem diante de algo que antes só viam problemas.
  1. Agregue valores. No livro “TED: Falar, convencer, emocionar” o autor Carmine Gallo diz que antes de se iniciar algo se pergunte: “O que faz meu coração bater mais forte?” Ou seja, por qual razão eu devo iniciar o que estou pensando? E vou mais além, perceba nesta pergunta se a razão principal é o dinheiro. Se for, não o faça, pois seu foco não é o realizar para o outro e sim para si mesmo. Muito se pensa em ganhar dinheiro e pouco em realizar. Não esqueça que ao iniciar algo haverá outras pessoas beneficiadas além de você, então faça pensando nelas primeiramente, pense em que você irá agregar na vida delas ao executar seu projeto.

O publicitário Baiano Nizan Guanaes em seu discurso para uma turma de graduados em Administração enfatiza que “… todo ser humano foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos e caminhar sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra”. Este trecho é fantástico. Deus deu a todos nós o dom da inteligência e temos que explorá-las ao máximo, buscando realizar o que nos propomos com excelência sem postergar ou auto sabotar, pela simples razão de que tudo é feito em prol de algo muito maior: a vida. Pense nisso!

Sucesso a todos!

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6 dicas para você focar no novo

ciclomotivacional

Há um ditado muito antigo e ainda bastante usado nos dias de hoje que diz que em time que está ganhando não se mexe. Este dito popular é típico de quem tem resistência à mudanças, ao novo. Mas se você parar para pensar, neste contexto as palavras mudança e novo não são uma extensão uma da outra?

Segundo Albert Einstein, “Insanidade é continuar fazendo as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”. Esta frase é o antídoto para quem acha que time que está ganhando não se mexe, pois é ai que tem que se mexer mesmo. E o interessante é que estas mesmas pessoas que adoram dizê-la são as que provavelmente mais procuram mudanças, porém no vazio e sem alicerce algum.

Em uma ocasião eu estava ministrando um treinamento na Bahia e perguntei como os participantes estavam tanto na vida pessoal como na profissional. Havia um senhor de uns 60 anos mais ou menos que disse assim para mim: “Olha, desde criança ouvi meu pai dizendo que as coisas iriam melhorar e eu estou até agora esperando”. Aquilo caiu como uma bomba atômica na minha cabeça, como é que um empresário que está há anos no mercado não consegue perceber que a manutenção de sua empresa no presente veio de suas atitudes no passado? Atitudes estas que surgiram através da necessidade e/ou vontade de mudar, de experimentar o novo.

Para mudar não basta simplesmente ter vontade e sim um propósito muito forte dentro de si que o mova em direção ao que se quer e para isso muitos caminhos, muitas vezes tortuosos, deverão ser trilhados. E quando acontece a necessidade de esquecer o velho, o que já não traz mais resultado e investir no novo? Nada melhor do que o ciclo motivacional para ilustrar o assunto:

Ciclo Motivacional

1. Equilíbrio interno ou necessidades em equilíbrio. Quando solucionamos algo tanto na vida pessoal quanto na profissional há uma tendência do nosso interior entrar em equilíbrio, é como se nossa mente e coração entrassem em descanso, haja vista que o objetivo traçado foi alcançado. Contudo, a mundo gira muito rápido e o que hoje é considerado novo amanhã com certeza já se tornará obsoleto, portanto cria-se a necessidade da mudança;

2. Estímulo ou incentivo. Antes nossa mente e coração estavam tranquilos, porém quando detectamos que estamos ficando para traz tratamos de buscar algo que nos incentivem a fazer diferente. Percebemos que se tentarmos algo poderemos ser bem ou melhor sucedidos e aquilo nos impulsiona para a frente, queremos alcançar algo que ainda não está nas nossas mãos. A partir dai criamos imagens em nossas mentes que nos levarão a sensação de vitória se os objetivos forem conquistados, então mergulhamos de fato na necessidade;

3. Necessidade. Neste momento o velho já nos incomoda, não o queremos mais. Queremos deixar para trás velhos paradigmas, objetos comprados no passado, relacionamentos que achamos que não acrescentam mais, e muitas outras coisas. É como se criássemos uma imensa lata de lixo mental onde vamos colocando tudo que não queremos mais, pois temos sede de coisas novas. A partir dai tudo muda, nos tornamos mais determinados e nosso corpo fica tenso;

4. Tensão. Chegamos no momento em que foco, determinação e disciplina são alguns itens que se tornam essenciais para chegar aonde se quer e a consequência disso é tensão. Começam a surgir fantasmas que podem nos levar a desistir, como incertezas que podem vir tanto de dentro de nós como de influências de externos. É muito comum pessoas que talvez não nenhuma nenhuma autoridade no que você está se propondo fazer venha dar opiniões do tipo “Ah, o amigo do primo da minha cunhada já tentou fazer isso e não deu certo”. E o que fazer então: Divida seu propósito com pessoas que agreguem algo, os reais formadores de opinião, aqueles que irão somar e não diminuir.

5. Comportamento ou ação. A tensão nos leva a mudar nossos comportamentos. Ao fazermos os filtro de quem e o que realmente nos agrega mudamos, inconscientemente ou não, nossos comportamentos. Não somos mais a mesma pessoa, nos livramos de certas atitudes e passamos a adotar outras tudo em prol de mudanças.

6. Satisfação. O fato de mudarmos nosso comportamento nos alivia a tensão e à medida que chegamos onde queremos o prazer nos toma conta. Este prazer é cíclico, pois daqui a pouco sentiremos a necessidade de criar outro estímulo, porém enquanto isto não acontece a satisfação nos leva de volta ao item número 1, o equilíbrio interno.

Mesmo sem perceber é este movimento que fazemos em nossa vida, a pessoa que acha que não muda ou não tem necessidade de mudar está tentando se esconder atrás de máscaras por diversas razões. Minha dica é: Você querendo ou não um dia esta máscara vai cair e poderá ser pior, portanto não tenha medo do novo, encare-o e você vai perceber que você só tem a ganhar. Pense nisso!

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