Coaching e a arte de lhe levar aonde quiser (se você quiser)

Coaching e a arte de lhe levar aonde quiser (se você quiser)

Em certa ocasião fui ministrar um treinamento no nordeste do Brasil, quando me apresentei como coach alguém me pediu para explicar melhor o que era o Coaching. Quando eu estava explanando o conceito alguém disse assim: “espera ai, você ganha dinheiro fazendo perguntas para os outros? Nossa! Você é muito esperto heim!”

É claro que houve um momento de boas risadas em sala (inclusive minhas), porém o sentimento da pessoa que declarou aquilo é o mesmo de muitas pessoas que não sabem exatamente o que o Coaching pode fazer na vida de alguém. Apesar de que nos últimos anos este processo tem sido muito difundido no Brasil ainda é algo muito novo e muitas pessoas ainda o veem como algo passageiro e que não trará resultados, porém eu tenho dois recados para estas pessoas:

  1. O Coaching veio para ficar, não é passageiro;
  2. Coaching só trará resultados se VOCÊ quiser e colocar ação no que se propõe do contrário, nada adiantará.

Por outro lado, há muitos profissionais de Coaching entrando no mercado, infelizmente sem o devido preparo para lidar com pessoas e suas limitações e isso é algo muito grave e sério, pois o processo de Coaching pode elevar, rebaixar ou estagnar alguém no âmbito pessoal e profissional.

E como ter a perfeita sintonia entre coach (profissional de Coaching) e coachee (cliente de Coaching)? Abaixo seguem alguns passos que considero importantes para ambos os lados:

O profissional de Coaching (coach):

  1. Conhecimento. Você que acabou de fazer uma formação em Coaching, não espere que apenas o conteúdo que você aprendeu será o suficiente para ajudar a caminhada de seus clientes. O material que você adquiriu no treinamento com certeza é muito bom, porém além deste material o que mais de literatura você já comprou? O que está lendo? Quantas horas por dia, semana e mês está se dedicando para levar o melhor ao outro?
  1. Habilidade. No processo de aprendizado existem 4 momentos: a) Eu não sei que não sei, b) Eu sei que não sei, c) Eu sei que sei, d) Eu sei. O primeiro é quando você experimenta fazer algo que achava que sabia e só depois que percebe o resultado é que se dá conta que não sabia fazer; o segundo é quando você tem a devida consciência de que não sabe fazer algo; a terceira é quando você já reconhece que sabe fazer algo, porém está amarrado a um roteiro, por exemplo; a quarta é quando já virou automático e você não precisa mais de roteiro para fazer algo. Em um processo de Coaching onde você se encontra?
  1. Atitude. Após terminar uma formação de Coaching quão motivado você está para atuar? Já fez um planejamento? Quantos clientes você pretende ter por mês? Onde irá atuar? Quantas horas por dia?
  1. Crenças e valores. O processo de melhoria através do Coaching está dentro de suas crenças e valores? O que o faz acreditar que sim a ponto de você seguir em frente como uma nova profissão em sua vida?

O cliente de Coaching (coachee)

  1. Disposição para mudanças. Quão disposto a mudar você está? Você quer realmente pagar o preço de obter resultados em sua vida?
  1. Senso de autocrítica. Você tem o hábito de se autoavaliar e refletir sobre o que precisa melhorar ou você é dessas pessoas que acreditam que o mundo está errado e você está certo?
  1. Aberto a feedback. Quando você recebe feedback de alguém como você reage? Você contra ataca ou reflete para entender toda a situação?

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  1. Tendência à praticidade. Para receber sessões de Coaching é fundamental que você construa um plano de ação e imediatamente coloque em prática o que está se propondo, portanto quão disposto você está para colocar em prática as estratégias de melhoria?

Perceba que tanto para o coach como para o coacheehá tarefas que precisam ser contempladas no sentido de ter resultados bem sucedidos, do contrário as sessões de Coaching não terão efeito algum. Pense nisso!

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O ano começou e daí?

 

 

O ano começou e daí

No último artigo escrito por mim em 2015 intitulado: “2016 começando em 3, 2, 1… chegou sua vez!” eu chamo atenção para sete fatores que poderiam impedir que você alcançasse seus objetivos no futuro. São eles: 1. Falta de planejamento; 2. Procrastinação; 3. Falta de foco; 4. Pouco ou nenhum esforço; 5. Relevância nível zero; 6. Muita importância no problema e pouca na solução; 7. Não ter um plano B.

Os itens escritos no artigo citado foram tirados de conversas que tive com profissionais de diversos segmentos que apresentaram muitos problemas em alcançar seus objetivos e todos eles tinham consciência de que eram muito prejudicados por não tentarem buscar maneiras diferentes de potencializar seus resultados.

Estamos na terceira semana de Janeiro de 2016 e minha pergunta é a seguinte: O que você já fez de diferente nas duas primeiras semanas do ano? Dos itens “atrapalhadores” que citei acima qual deles você já tratou de transformar em uma solução ao invés de continuar focando no problema? Você vai tratar de virar este jogo ou vai continuar criando desculpas para não fazer o que tem de ser feito?
Assim como há sete fatores que podem lhe atrapalhar, há também cinco fatores que o ser humano caracteriza como os principais responsáveis por ele não colocar “a mão na massa”. São eles:

  1. Eu não tenho tempo. Este é um clássico, nove entre dez pessoas colocam a responsabilidade de sua falta de resultados no tempo, o que não é verdade. O tempo, quando bem utilizado, pode ficar ao nosso favor;
  2. Eu não consigo. Será que você realmente não consegue ou não quer? Entenda que o próprio limitador do ser humano é ele mesmo;
  3. Isto não dá certo para ninguém. Este é o tipo de frase generalista, que nem você e nem “ninguém” consegue mensurar a quantidade. Quantas pessoas você realmente conhece que não conseguiu sair do lugar?
  4. Dá muito trabalho. Este é o tipo de desculpas de quem adora se sabotar ou de quem quer o bom, bonito e barato sem esforço nenhum. Isso se chama viver no mundo de “Alice no país das maravilhas”.
  5. Este ano vai ser diferente. Você tem toda razão, será diferente. Este ano não será mais 2015 e sim 2016. Cuidado para não ficar dentro de uma gaiola de hamster que não leva a lugar nenhum.
  6. O fulano é que tem sorte. Outro clássico. Acreditar que o outro conquistou algo puramente por sorte é uma das coisas mais insanas que alguém pode pronunciar. Já experimentou conversar com o tal fulano para saber o caminho que ele trilhou para chegar aonde chegou? Tenho certeza de uma coisa: se foi uma estrada de rosas, havia muitos espinhos pelo meio.

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No frigir dos ovos você terá dois caminhos a seguir, você passa a fazer as coisas de maneira diferente para obter resultados diferentes ou continua se sabotando ano após ano e obtendo os mesmos resultados. Afinal de contas, o ano começou e daí? Pense nisso!

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O desafio do atendimento com maestria

O desafio do atendimento com maestria

Certa vez ouvi um empreendedor de muito sucesso dizer que no Brasil o profissional que ministra treinamentos na área de atendimento ao cliente terá mercado para pelo menos uns 200 anos. E é pura verdade, 9 entre 10 empresas têm um atendimento de ruim a péssimo.  É impressionante como os atendentes não valorizam seus clientes achando que está entrando em seu estabelecimento para consumir está indo pedir um favor.

Há uma enquete feita por uma empresa Americana especializada em pesquisas que diz que 68% das empresas perdem clientes devido mau atendimento, infelizmente lidamos com isso todos os dias por onde vamos consumir. E as causas do descaso com o cliente quase sempre passam pelo despreparo que o atendente tem em lidar com pessoas ou até mesmo por desconhecer o produto / serviço que está comercializando.

Então, com todo este despreparo poderíamos pensar que a vida é mesmo deste jeito e que não há caminho melhor para trilhar, ledo engano, há sim e muito e sabe por qual razão? Pelo simples fato de que o maior responsável pelos maus atendimentos nas empresas é o gestor que treina (quando treina).

Na minha experiência como trainer e coach, tenho encontrado muitos gestores que dizem que treinam seus funcionários, porém eles (funcionários) não querem evoluir dentro da empresa e acabam fazendo um péssimo trabalho. Eu comparo este discurso a alguém que acha que pode dar aula de alguma língua estrangeira só pelo fato de ter morado fora do Brasil, ora se fosse por isso todos nós daríamos aula de Português, pois falamos esta língua. Treinar exige técnicas e muita didática, o que a grande maioria dos gestores não tem.

Então para que haja um entendimento melhor do que se deve fazer para atender o cliente com maestria, seguem alguns passos que considero fundamentais:

  1. Não ofereça produtos. A pessoa que entra para consumir na sua empresa não está atrás de produtos e sim de algo a mais. A mulher que entra em um salão de beleza, por exemplo, não quer simplesmente um corte de cabelo ou um penteado, pois qualquer estabelecimento deste segmento oferece isso. Ela procura beleza, bem estar, sentir-se elegante e desejada;
  1. Pergunte mais e sugira menos. Você com certeza já se deparou com algum atendente / vendedor que quis sugerir o que você deveria levar. Isto é um fenômeno muito comum que ocorre com estas pessoas denominado de “empurrômetro”. A pessoa não quer saber a opinião do cliente e quer que a sua prevaleça.
  1. Ouça mais e fale menos. Outro fenômeno muito corriqueiro entre as pessoas que atendem / vendem é o do “papagaio”, elas não querem te ouvir e sim dar a opinião delas e sabe qual o resumo disso? Elas não compreendem o que o cliente deseja e acabam entregando qualquer coisa para o cliente e muitas vezes é qualquer coisa mesmo!
  1. Aprenda a quebrar o gelo. Uma das coisas mais irritantes para um consumidor é ser atendido por alguém que não tem carisma e isto está cheio no mercado. Um dos segmentos que mais tenho percebido isso é no ramo de supermercados. As pessoas que trabalham nestes estabelecimentos estão tristes ou com raiva. Entenda que estou falando aqui de uma maneira generalizada. O resultado disso é que o cliente frequenta por frequentar, não cria nenhum vínculo de amizade com a empresa, vai lá exclusivamente pelo preço e isso é frustrante, pois preço não prende ninguém.

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  1. Leve soluções ao cliente e não problemas. Muitas empresas monopolizam seus funcionários em setores de uma maneira que eles não criam habilidade de aprender algo que esteja fora de seu setor, o resultado disso é que eles só respondem por aquilo que esteja dentro de sua zona de conforto.

Uma empresa que esteja atenta ao atendimento ao cliente será diferenciada, reconhecida, receberá elogios e consequentemente terá destaque no mercado. Por outro lado, cuidado para não cair na zona de conforto achando que você sempre será o melhor. Treinar nunca é demais, constantemente busque novidades no mercado para levar a seus funcionários e você verá que terá vida longa. Pense nisso!

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Mão de obra (des) qualificada, terror para as empresas.

Mão de obra (des) qualificada, terror para as empresas

Geralmente quando eu viajo para ministrar algum treinamento eu ouço empresários dizerem que naquela cidade ou região não existe mão de obra qualificada, que as pessoas não querem trabalhar, etc.  Há uma certa mágoa nas palavras daqueles gestores, pois para eles o que dá para perceber é que gostariam que as pessoas chegassem prontas para trabalhar nas suas empresas. Pura fantasia!

Quando você iniciou sua vida profissional você tinha plena convicção e segurança do que fazia? Tenho absoluta certeza que não. O que você fez para chegar ao patamar que está hoje? Qualificou-se, capacitou-se, preparou-se ou não? Tenho absoluta certeza que sim. Então eu lhe faço uma pergunta: Por qual razão os empresários acham que as pessoas têm por obrigação serem 100% desde a contratação?

O chegam preparadas a nenhuma empresa, nenhuma mesmo. Então, de quem é a responsabilidade de prepará-las? Do gestor, ele é a pessoa que terá a incumbência de moldar seus funcionários dentro do que ele acredita ser o melhor para sua empresa. Porém, se ele estiver diretamente ligado ao estratégico ele pode delegar isso ao seu gerente ou a mais alguém que esteja preparado para ensinar e multiplicar conhecimento.

Você deve estar se perguntando o que é então necessário para preparar uma pessoa dentro de uma empresa? A seguir coloco algumas dicas que com certeza irão lhe ajudar a olhar sua equipe de maneira diferente:
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  1. Tenha interesse pela pessoa. Para haver crescimento de pessoas dentro da empresa o gestor precisa ser o primeiro interessado a que isso aconteça, do contrário ninguém irá muito longe. Portanto, Se você gestor realmente quiser qualificar a mão de obra de sua empresa tenha certeza da sua vontade para tal.
  2. Promova sempre treinamentos e capacitações. Como eu disse no início, ninguém chegará preparado a sua empresa, portanto o seu papel como líder é de treinar sua equipe incansavelmente. Lembre-se que quanto mais se pratica mais perto se chega da excelência.
  3. Não deixe sua equipe sozinha. Treinar e deixar sua equipe abandonada acreditando que o dever está cumprido é perda de tempo. Ninguém aprende tão rápido o suficiente para ser deixado sozinho imediatamente. Você ou a pessoa responsável em ensinar sua equipe precisa dar ao treinado um tempo para digerir o que aprendeu.
  4. Tenha um cronograma de treinamento e reciclagem. Você tem ideia de quanto em quanto tempo você deve treinar e reciclar sua equipe? Se você os parasse hoje para perguntar sobre algumas coisas que eles aprenderam quando entraram, eles saberiam responder?
  5. Não tenha medo de investir em capacitação. Certa vez o gerente de uma empresa perguntou assim para seu patrão: “Sr, e se investirmos tanto dinheiro com treinamento para os funcionários e com o tempo eles forem embora da empresa?” E o seu patrão respondeu: “E se não investirmos nada e eles ficarem?” Relacionamentos um dia se partem, portanto capacitando ou não eles irão embora, porém os treinando enquanto estiverem com você eles serão os melhores.

Para terminar gostaria de contar algo que aconteceu e acontece comigo. Algumas vezes eu recebo convites para trabalhar em empresas com carteira assinada. O gestor deve olhar uma pessoa que dá aula de gestão econômico-financeira, gestão de pessoas, marketing, administração estratégica, negociação e estoque e ainda é coach da mesma maneira como qualquer técnico de futebol olharia para o Messi e o Neymar, porém esses dois craques não chegaram prontos ao Barcelona, eles tiveram que treinar e muito para chegar ao nível que estão hoje em dia. Assim serei eu se um dia decidir aceitar um convite desses. Pense nisso!

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