Workaholic é uma palavra em Inglês usada para quem é viciado em trabalho, um trabalhador compulsivo. Como coach, trainer, palestrante e consultor de empresas eu tenho encontrado centenas de pessoas que se encaixam neste termo e talvez você também se enquadre nele assim como algumas pessoas que você conheça.

Até aí tudo bem, trabalhar é maravilhoso, nos faz sentir úteis e com energia. Eu particularmente agradeço todos os dias a Deus pelo trabalho que tenho, o problema é que muitas das pessoas que encontro infelizmente não gostam do que fazem e consequentemente não fazem com maestria ou não separam seus tempos entre as atividades pessoais e profissionais, e ficam colocando a culpa na falta de tempo.

Por outro lado, você já reparou na maneira de trabalhar das pessoas bem sucedidas? Duas coisas são certas em suas vidas: Primeiro, elas amam o que fazem e segundo, elas têm um planejamento que as permitem viver e aproveitar dos resultados que obtêm no trabalho. Baseado nisso, estabeleço sete dicas que considero importantes para você fazer uma auto avaliação e saber se o seu jeito workaholic de ser é o que você realmente pensa que é:

  1. Você ama o que faz? Como eu disse anteriormente, as pessoas bem sucedidas amam seus ofícios, elas na verdade não trabalham e sim se divertem. Ao sair de casa para trabalhar como está o seu nível de felicidade? Porém, a palavra que estou usando é “AMAR” e não gostar.
  2. Você exerce sua profissão com excelência? Quando há amor no que se faz o universo sempre irá conspirar a favor, consequentemente você irá dar sempre o melhor de si.
  3. O que você executa está dentro do seu propósito de vida? É muito comum virmos pessoas trabalhando em algo simplesmente pelo fator dinheiro, porém detestando o que fazem, pois não condiz com o propósito de vida.
  4. Você tem o hábito de se (re)capacitar sempre? Capacitar-se é sempre bom para você e para sua profissão, pois o faz diferente dos demais.
  5. Você investe na sua profissão? Quantos cursos e / ou treinamentos você investe por ano? Quantas horas por dia / semana você se dedica para ampliar seus conhecimentos sobre o que faz ou até mesmo para aprender algo novo?
  6. Você exerce sua profissão para quem? Quando você está trabalhando em quem você procura satisfazer primeiramente? A você mesmo ou a pessoa que você está prestando o serviço? Lembre-se que para sermos reconhecidos precisamos contemplar primeiramente o outro.
  7. Você está feliz com seus resultados? Ao longo de seus anos de trabalho como você tem se sentido? Satisfeito com seus resultados? O que você construiu hoje é realmente o que você sempre desejou?

Por muito tempo na minha vida profissional fiquei preso a coisas que não me traziam felicidade, na ilusão de que ter um salário que eu pudesse viver era o que eu precisava. Eu somente abri meus olhos quando percebi o quanto não gostava mais do que eu fazia e que meus resultados financeiros eram compatíveis com o “prazer” que eu tinha em ir para o trabalho. Na verdade o problema não era com a empresa ou com as pessoas que eu convivia, o problema era simplesmente eu. Eu não me sentia realizado, era um workaholic nato, trabalhava muito, me dedicava ao máximo, porém não era feliz.

Um dia me olhei no espelho e comecei a refletir sobre as razões de eu não ter os resultados que eu gostaria de ter, e as principais eram:

  1. Trabalhava somente pensando no dinheiro;
  2. Entrei em uma zona de conforto acreditando que o que eu fazia já era o suficiente;
  3. Não tinha reconhecimento e eu necessitava disso como todo ser humano;
  4. Pensar em mudanças me aterrorizava, e se não desse certo o que seria de mim?
  5. Criava desculpas para mim todo o tempo como o de não ter tempo para fazer algo diferente.

Posso lhes dizer com toda segurança que a conversa que tive comigo mesmo na frente do espelho foi o melhor diálogo que eu tive na minha vida, ali caíram dezenas e até centenas de fichas suficientes para que eu mudasse e assim o fiz.

Portanto, não perca tempo! Seja workaholic sim, porém com precisão, planejamento e muita autorreflexão e você perceberá que tudo pode ser diferente.

Um grande abraço a todos!

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