Em um mundo em que o nível de informações globalizadas está cada vez mais intenso é muito fácil dispersar e dar vazão ao que não tem importância, ao que não agrega nada significativo, portanto não o levará a lugar algum. Pessoas estão cada vez mais perdidas entre as dezenas e até centenas de afazeres que têm sem saber como sair do labirinto das inutilidades que percorrem suas mentes e corações. O resultado disso é que a vida vai passando com uma velocidade muito intensa e quando menos se percebe parte dela foi jogada fora dando importância a coisas que desagregavam.

O escritor Henry Cloud em seu livro “Coloque um Ponto Final” da editora Lua de Papel faz uma analogia perfeita da nossa vida e o que inutilmente alimentamos e temos dificuldades de jogar fora com um jardineiro cuidando de uma roseira. Segundo Cloud, o jardineiro precisa utilizar o processo da poda para que suas rosas fiquem lindas, então 3 atitudes são tomadas para que seu objetivo final seja alcançado:

1. Brotos ou galhos que não são os melhores. Ao crescer as roseiras criam brotos em demasiado que impedem que a planta cresça de maneira eficaz, a quantidade de brotos torna-se então desnecessária. O jardineiro sabe quais deles precisa cortar e quais darão rosas lindas. Na nossa vida precisamos podar pessoas e atitudes que não nos agregam assim como a quantidade de brotos o não filtro pode nos levar a ter problemas e ficar repetindo as mesmas coisas durante anos e anos e sustentando relacionamentos que não acrescentam nada.

2. Galhos doentes que não vão se desenvolver bem. Durante o crescimento das roseiras alguns galhos precisam ser cortados para o bem das rosas, porém antes do jardineiro fazer isso ele tenta recuperar os mesmos. Passado algum tempo, ao perceber que tais galhos não agregarão nada às roseiras, o jardineiro então os corta e deixa as roseiras mais leves. Algumas vezes insistimos e relacionamentos e atitudes que não irão dar mais frutos bons, só ruins. Ficamos nos autoflagelando na estúpida esperança de que algo irá mudar e que será diferente. Assim como o jardineiro, precisamos nos respeitar mais e dar um fim em relacionamentos e atitudes doentes.

3. Galhos mortos, que ocupam o espaço para que os saudáveis se expandam. Após cortar os brotos e os galhos que não servem mais a tarefa do jardineiro é varrer o que não presta para dar espaço a galhos e brotos novos. Ao cortarmos relacionamentos e atitudes que não agregam mais nada precisamos varrê-los de nossos corações e mentes para dar lugar a novas experiências, porém sempre com o cuidado de, quando necessário, fazer o processo da poda.

Você deve estar se perguntando se realizar tudo isso é tarefa fácil, claro que não é! Cortar inutilidades de nossas vidas requer muita disciplina, quebra de paradigmas e força de vontade. As podas não podem acontecer de uma maneira radical e única. O jardineiro não as faz de uma vez, ele analisa muito bem o que deve ficar e o que deve ir embora. Suas tesouradas são cuidadosas, mas precisas. Assim é como devemos fazer, tirar pessoas e atitudes de nossas vidas requer precisão e cuidado, do contrário podemos nos arrepender no futuro e pode ser tarde demais.

Após extinguir velhos hábitos e pessoas que não agregam nada a sua vida você perceberá que só teve a ganhar, a vida fica mais leve, outros horizontes se abrem e você dará a você mesmo a oportunidade de recomeçar, porém tente de vez em quando lançar mão do processo da poda e você perceberá que o que resta é realmente o que agrega.

Pense nisso!

Sucesso a todos!
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