Eu quero iniciar este artigo lhe colocando três situações:

Situação 1 – Você está em uma reunião de trabalho e foi convidado e falar à equipe de improviso;

Situação 2 – Você terá que realizar uma apresentação acadêmica e tem 5 dias para se preparar;

Situação 3 – Um dos funcionários faltou e você terá que substitui-lo em uma importante reunião.

Considerando que você seja uma pessoa que tem pavor de falar em público, como ficaria seu emocional nestas três situações?

Você muito provavelmente sentiria pânico nas três, não é verdade? Em qual seria mais doloroso pra você? O fato é que sentir mais dor ou menos dor é um fator 100% interno.

Já ouvi pessoas falarem que morrem de medo de seus chefes ou de sua equipe, que se comunicar com eles é a pior coisa que existe na vida.

Se usarmos uma analogia seria como uma pessoa que tem pavor de barata enxergar um elefante ao se deparar com aquele minúsculo. Minha pergunta é: A barata é um elefante? Claro que não! Então onde está esta transformação de animais e tamanhos? A resposta é: DENTRO DE VOCÊ!

Na sua mente mais profunda há muitas coisas enraizadas, entre elas fatos do passado que podem se intrometer no seu presente e futuro se assim você permitir. Estes fatos se não forem detectados, bombardeados e de preferência eliminados lhe darão muita dor de cabeça.

Um dos exemplos de que sua mente está cheia de fatos enraizados é que você deve ter muitos traumas guardados, como talvez o de falar em público. Pode ser que em um passado próximo ou distante você tenha sofrido bullying ou tenha sido vaiado perante um grupo de pessoas. Isso foi o suficiente para que você não quisesse mais encarar uma audiência, independentemente do tamanho.

Eu tive este problema quando criança, sempre fui uma criança gordinha e sofria muito bullying (o termo era outro na época) e o resultado disso era não querer futebol com os colegas, pois minha performance era muito aquém devido meu peso.

Pessoas que ficam muito presas ao passado têm tendência de ter depressão, porque acionam suas crenças e valores que não voltarão mais. O problema de falar em público é exatamente este para quem valoriza o passado.

Por outro lado, pessoas que ficam muito presas ao futuro, querendo adivinhar o que irá acontecer têm tendência de sofrer de ansiedade.

Eu também já sofri deste problema, queria que as coisas acontecessem e fossem resolvidas à minha maneira e não sabia relaxar. O interessante é que eu não ganhava nada com isso, assim como ninguém ganha.

Como então isso foi resolvido em mim? Focando no presente, simplesmente. Ao falar em público mantenha no que vai dizer se libertando de armadilhas passadas e futuras. Aqui vão quatro dicas que ir]ao te ajudar:

1) Lembre-se de que as pessoas que irão lhe assistir supostamente não sabem o que você irá apresentar, portanto procure dominar ao máximo o assunto;

2) Se houver muita gente olhando, procure não olhar nos olhos delas, foque no cabelo ou no máximo na testa;

3) Entenda 100% do que você vai falar, se algo não fizer sentido para você então estude mais. Afinal de contas, como você irá explicar algo que nem você entende?

4) Se você sentir que está lhe dando o famoso “branco” é porque sua concentração está no passado (“Meu Deus, eles não estão gostando. Está vendo? Eu já fiz isso uma vez e foi um desastre, então porque eu insisto?”) ou no futuro (“Meu Deus, eles estão me olhando de maneira diferente, com certeza não estão gostando”.) O que fazer? Foque no PRESENTE!

Portanto, saiba que sua mente está rodeada de “coisas” que podem lhe prejudicar e elas estão ligadas ao passado e ao futuro.

Então viva o presente! Vá para frente de sua plateia confiante de que naquele momento você está mais preparado do que eles, certo?

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Sucesso sempre!

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