Em recente pesquisa realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) 61,1% dos brasileiros estão endividados pagando prestações ou financiamentos, sendo que 76,1% envolvem cartão de crédito, carnê 16,9% e financiamento de carros 13,7%. Esta é a dura realidade da vida financeira do Brasileiro.

Identificação do problema com o público

Você utiliza um desses meios de compras que acabei de citar? Você está enrolado em algum deles ou em outro diferente? Se sim, o que te levou a esta situação, você já parou para refletir?

Há diversas razões para se endividar e minha tarefa aqui não é listá-las, mas sim dizer que uma delas seja a compulsividade dos gastos, o que caracteriza a falta de controle no momento de comprar e de critérios para medir a real necessidade de uma compra.

Comprar é um dos prazeres do ser humano e se é um prazer porque não usufruí-lo? O caso é que assim como todo prazer, o exagero pode trazer sérios danos à saúde, no caso a financeira. Portanto, eu tenho certeza que boa parte dos percentuais citados acima tem a ver com a compulsão dos gastos.

Eu comecei minha carreira profissional como educador aos 17 anos. Como você sabe, no inicio algumas vezes você praticamente paga para trabalhar e comigo não foi diferente. Eu ganhava pouco, porém morava com meus pais e 70% das minhas despesas eram bancadas por eles. Com o tempo eu fui me firmando como professor e meu salário aumentando gradativamente, tanto que havia meses em que eu pagava minhas contas, dava dinheiro à minha mãe e ainda me sobrava para passar o mês folgadamente.

Era muito bom ter dinheiro à disposição, porém com a inexperiência da juventude e sem nenhuma orientação financeira eu gastava tudo. E por qual razão eu gastava tudo? Porque eu era extremamente compulsivo, comprava tudo o que meu dinheiro podia comprar. Eu só andava na moda, comprava coleções de discos e depois de CDs, comprava até coisas que eu nem usava apesar de meu querido pai sempre me dizer que era para eu comprar o que eu precisava e não o que eu queria.

O resultado disso é que eu nunca pude construir nada até meus 30 anos quando eu comecei a pensar de maneira diferente.

Para eu mudar meu pensamento em relação a compulsividade eu precise mudar também alguns conceitos e comportamentos que passo a lhe relatar agora:

Passo 1

Sempre que vou a algum local que haja possibilidades de consumo (shopping centers, por exemplo) e vejo algo que me chama a atenção, eu procuro analisar se eu realmente preciso daquilo, ou seja, se não é apenas um capricho de querer trocar ou obter algo.

Passo 2

Periodicamente estou analisando os objetos que mais uso como roupas, calçados, etc. pra saber se o que tenho ainda dá para ser utilizado ou se já é o momento de trocar. É claro que há coisas que não tem como evitar, perfume por exemplo, terminou tem que comprar outro.

Passo 3

Eu tenho o hábito de anotar tudo o que eu gasto com o principal intuito de saber até onde posso ir, sendo assim quando eu percebo que meus gastos estão se aproximando do limite que tenho de dinheiro evito comprar em vão.

Para que eu pudesse definitivamente acabar com minha compulsão de gastar desmedidamente eu precisei seguir os passos que lhe detalhei acima, com eles eu pude definitivamente entender que continuar fazendo o que eu fazia não iria me levar a nenhum lugar.

Um dos que mais me impactou foi o de analisar a real necessidade de comprar algo quando me dava vontade. Isto tem tudo a ver com o que meu pai me dizia sobre eu comprar o que eu precisava e não o que eu queria. Experimente fazer isso, toda vez que você sentir vontade de comprar algo, reflita se aquele é o momento, se você não pode esperar mais um pouco ou se é realmente necessário.

Eu gostaria de lhe convidar para uma aula que irei ministrar online sobre este assunto, compulsividade nas compras – o que fazer. Nela eu vou detalhar mais sobre como abandonar este vício que pode lhe levar para o fundo do poço.

Para assistir à aula basta clicar nesse link: QUERO ASSISTIRA À AULA

 

Um grande abraço!

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