sobrevive

Certa vez estava ministrando um treinamento quando um gestor me perguntou porque era mais fácil ser empresário nos tempos de seu pai do que hoje em dia. Na ocasião eu respondi que não é que antes era mais fácil, o fato é que na época havia menos ferramentas de gestão e menos profissionalismo para colocá-las em prática .

Para melhor ilustrar meu exemplo vou fazer uma analogia com carros de corrida. Vamos imaginar uma corrida onde 20 carros possuam a mesma tecnologia, a mesma potência, a mesma quantidade de combustível e que todos saiam alinhados um do lado do outro no grid de largada. Teoricamente no final todos chegariam juntos, certo? Errado! Haveria um vencedor ao final, no máximo dois chegando empatados. Mas o que este vencedor teria feito para conseguir vencer já que todos os carros são iguais? A melhor utilização das ferramentas, o melhor uso da tecnologia, potência e combustível a seu favor.

Antigamente os empresários achavam que simplesmente dobrar ou triplicar o valor do produto era o suficiente para ter lucro. Por exemplo, para o gestor da época um produto comprado por R$10,00 e vendido por R$20,00 lhe daria uma margem tranquila de 100% de lucro. Como todos faziam da mesma forma, havia uma falsa impressão de que todos ganhavam. Um dia alguém percebeu duas coisas:

1. Comprar por R$10,00 e vender por R$20,00 não era o suficiente para obter lucro, pois agregado ao valor de custo do produto ainda tinha que somar os custos fixos e as despesas variáveis, portanto se esta soma desse maior do que o preço de venda obviamente o produto daria prejuízo;

2. Não existe 100% de lucro, pois o mesmo é um resultado de faturamento menos custos e este é um percentual do faturamento e não do custo. Portanto:
Faturamento = R$20,00
Custo = R$10,00
Lucro = R$10,00 / R$20,00 * 100 = 50% (Considerando apenas o preço de custo do produto, mas se pegarmos R$10,00 + CF + DV com certeza o custo final vai ser maior do que R$20,00, portanto prejuízo).

Nos dias de hoje ainda há muita gente que pratica os dois pontos citados acima, porém quem domina este raciocínio, aliado a uma completa planilha de custos com provisionamento e depreciação além de outras ferramentas como fluxo de caixa e balanço patrimonial tem grandes chances de seguir em frente no mercado, apesar de isto não ser tudo .

O que move uma empresa são pessoas e quão dispostas elas estão para fazê-la funcionar de forma eficaz. Gestor que não investe em pessoas vai ficar para trás e terá que viver trocando de equipe todo o tempo ou irá falir. É comum encontrar donos de empresas não querendo investir na equipe porque acham que assim que os funcionários estiverem capacitados vão sair da empresa e abrir concorrência. Na verdade estes empresários não conseguem perceber que nenhuma relação é para sempre e que mais cedo ou mais tarde seus colaboradores sairão da empresa, seja por uma ou outra razão.

Está mais do que na hora de olhar para sua empresa com mais profissionalismo, implantar ferramentas que te mostrem a real situação da mesma e ter pessoas competentes e treinadas para fazer a diferença no mercado. Pense nisso.

Sucesso a todos!

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